PROPORÇÃO ÁUREA

A proporção áurea, número áureo ou ainda proporção dourada é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega (phi) e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. É um número que há muito tempo é empregado na arte.
É frequente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi (p), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colmeia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.
Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão frequente. E justamente por haver essa frequência, o número de ouro ganhou um status de “quase mágico”, sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar desse status, o número de ouro é apenas o que é devido aos contextos em que está inserido: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático é que o torna fascinante.

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SEQUÊNCIA FIBONACCI

O matemático Leonardo Pisa, conhecido como Fibonacci, propôs no século XIII, a sequência numérica abaixo:
(1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89,…)
Essa sequência tem uma lei de formação simples: cada elemento, a partir do terceiro, é obtido somando-se os dois anteriores. Veja: 1+1=2, 2+1=3, 3+2=5 e assim por diante.
Desde o século XIII, muitos matemáticos, além do próprio Fibonacci, dedicaram-se ao estudo da sequência que foi proposta, e foram encontradas inúmeras aplicações para ela no desenvolvimento de modelos explicativos de fenômenos naturais.

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O PROFESSOR – COMPREENDENDO O INDIVÍDUO

?????????????????????????????????????????????????????”Realidade é tudo aquilo que acreditamos ser verdadeiro,
mas isso não significa que o seja..”

Autor: Jon Talber[1]

Se muitos caminhos conduzem a um mesmo destino, e se ao chegarmos a esse destino comum de muitos, ainda nos parece faltar alguma coisa, vale uma reflexão: ou esse destino é um embuste, ou os caminhos o são, ou ambas as afirmativas são verdadeiras. Uma trilha que nos conduz a um objetivo qualquer é diferente desse objetivo? O fato de aprendermos a ler não é a própria capacitação à leitura? Assim, aprender a ler e leitura são caminhos distintos? Aprender a andar com as próprias pernas não é o próprio exercício do caminhar? Podemos aprender sem o objeto desse aprendizado? Desse modo, ambos, objeto e aprendizado não são uma só coisa?
Há um aprender que não depende de orientação alguma, e esse é natural; é um exercício onde nossa atenção é voluntária, e o processo em si, é quem determina o que se aprendeu. Quando o aprendizado se torna uma simples metodologia baseada em opiniões pessoais de quem quer que seja, não podemos deixar de questionar, se como indivíduos, psicologicamente de estrutura única, ou não seríamos indivíduos, nos serve a roupa psicológica de outro. O fato é que somos iguais apenas como espécimes de uma mesma raça; com uma fisiologia semelhante, mas não igual; com uma psique sujeita às mesmas influências, mas com receptores psicológicos únicos, e é exatamente isso que nos caracteriza como indivíduos.

Sendo uma personalidade um conjunto de influências pessoais, a despeito da coisa comum à que todos estão expostos, uma mesma circunstância, por força dessa condição singular, jamais se reflete de forma igual em cada indivíduo. Assim, a experiência de vivência psicológica de um, tem caracteres que servem apenas para aquele veículo. Não devemos confundir circunstância material com a psicológica, pois são coisas absolutamente diferentes. Uma coisa é o cenário onde a trama se desenvolve, outra coisa é a reação individual de cada protagonista dentro desse cenário.
Ao adotarmos a vivência de um como modelo para tudo, estamos exatamente transformando uma realidade material em algo psicológico, e isso não é possível; trata-se de um equivoco com graves conseqüências; eis enfim o nosso mundo atual que é um resultado dessa prática. Como indivíduos integrados ao meio onde vivemos, logo nos adaptamos conforme sejam estas circunstâncias. Mas um ambiente é apenas um cenário onde muitos iguais a nós se desenvolvem. Das impressões individuais retiradas desse meio, cria-se então cada indivíduo, com suas próprias características, que refletem apenas o modo peculiar como sensorialmente percebe essa mesma coisa, que embora seja uma influência comum à todos daquele meio, é sempre assimilada de forma pessoal.

Nossa fisiologia sensorial é diferente, quer dizer, varia de indivíduo para indivíduo. É única em sua configuração pessoal, igual são apenas seus aspectos gerais, a forma como a ciência social enumerou e rotulou suas características. É a mesma coisa que a descrição da fisiologia interna de qualquer humano, igual em aspectos gerais, diferentes em aspectos físicos, tamanho, condição de funcionamento, capacidade sensorial, etc. Desse modo, não percebemos o mundo de uma forma igual, uniforme, e aquilo que somos, que é um produto do ambiente e circunstâncias únicas que influenciaram e formataram nossa personalidade, o que reflete o que atualmente somos, é o que nos mantém individuais em aspectos psicológicos.

Se o mesmo ambiente é capaz de atuar de forma diferenciada em nós, isso quer dizer que a verdade de um não serve para mim; isto é simples e lógico. O ambiente é igual, o ar que respiramos é o mesmo, mas mesmo nossos pulmões, recebem esse ar de uma forma peculiar, única. Quando se institui uma lei, suas normas e diretrizes se aplicam por igual para todos os indivíduos, mas trata-se de uma regência material, que de forma alguma serve para modelar, transformar a psique do indivíduo tornando-o padrão, conforme a regra. Ele pode ser obrigado a se comportar de acordo com a norma, mas não deixa de ser indivíduo por isso, e mesmo que quisesse, não poderia prescindir de sua personalidade única.

Uma experiência de vida, quando muito, servirá para compreendermos que somos únicos psicologicamente falando, que nossa realidade não serve para mais ninguém, é pessoal e intransferível. Quando muito, podemos nos guiar por ela, para compreendermos que todos são únicos, e respeitar essa limitação. É o limite da individualidade de cada um, ou não seríamos indivíduos e sim coletivos.

Desse modo, ao adotarmos uma metodologia teórica como padrão para tudo, não existem metodologias práticas, estamos cometendo um erro grave de avaliação, mas é a forma mais fácil de executarmos uma tarefa. A prática não pode ser transformada em metodologia, uma vez que ela é individual, própria de cada indivíduo, servindo apenas para o veículo que a pratica. Seria a mesma coisa que criarmos o tom de voz único, mesmo timbre, mesma amplitude, mesma vibração, uma mesma voz igual para todos, quando sabemos que isso não é possível com humanos.

Se uma prática nos serve, podemos se muito, compreendermos que, não a mesma prática, mas a mesma peculiaridade que é a sensibilidade única de cada indivíduo, é algo comum para todos. Não se trata das condições materiais onde vamos praticar, ou do ambiente onde a coisa se desenvolverá, mas da condição do indivíduo, como ele sensorialmente receberá tudo isso, e isso, uma regra, uma teoria, uma metodologia não pode mudar. Um método serve para fabricar em série indivíduos em conflito com eles mesmos e com o método, que precisa a todo custo ser assimilado, a despeito das características únicas de cada um. No método, a realidade sensorial do indivíduo não é contemplada, apenas o roteiro que todos devem seguir por igual para se atingir um propósito teórico qualquer.

É como a fantasia criada a partir de um mito, onde uma realidade ilusória se presta a servir de modelo para todos, sem contemplar suas diferenças. Um ambiente, por se tratar de uma condição material, pode servir de base para que indivíduos diferentes, o interpretem de maneira diferente, sem que isso o descaracterize naquilo que é. Mas uma conduta psicológica não existe sem o indivíduo que a pratica, sendo ela própria esse indivíduo. Uma conduta psicológica não é um modelo, uma regra, uma teoria, uma metodologia, uma fórmula mágica capaz de transformar homens diferentes a partir de uma realidade ilusória, mas antes disso, ela representa o próprio indivíduo. Ela não é uma condição que de fora para dentro seja capaz de atuar de modo uniforme, criando, alterando, deformando personalidades, como o faríamos ao retocar um ambiente físico a partir de um gabarito.

A conduta psicológica é o individuo, sua expressão, seus dilemas, seus conflitos, que refletem então o modo como as influências materiais interagiram com suas disposições e inclinações pessoais, transformando-o naquilo que ora é; um indivíduo de reações emocionais única.

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O PAPEL DO EDUCADOR NA INTRODUÇÃO DA INFORMÁTICA NA ESCOLA

A introdução da informática, ou seja, dos computadores na educação brasileira se deu por volta da década de 70 e à princípio iniciou-se lentamente. Naquela época os equipamentos tecnológicos eram grandes e ainda estavam em fase de expansão no mercado mundial. (SOUZA, 1999)
Com o passar dos anos, e com uma velocidade admirável, os computadores evoluíram e chegaram ao campo educacional e hoje está presente em muitas escolas. O campo da informática tem crescido e se expandido no mundo, como afirma VELOSO (1997) citado por SOUZA (1999, p 20) “Os horizontes da informática são muito amplos…”
A informática na educação é uma realidade nas escolas, porém, é necessário que as mesmas estejam preparadas para enfrentar essa nova realidade, ou seja, é preciso preparar educandos conscientes de que precisam ter capacidade de aprender a utilizar essa tecnologia de forma a favorecer a articulação das informações entre as disciplinas.
Para se estar preparando esses alunos, o professor deverá estar apto para tal função, ou seja, precisa ser capacitado. Segundo BRASIL (1998:51) “A integração do computador ao processo educacional depende da atuação do professor, que nada fará se atuar isoladamente…”
Não adianta a aquisição de excelentes equipamentos tecnológicos, se os professores não forem preparados para utilizar esses equipamentos. Quando o professor assume o papel de mediador dessa nova tecnologia, ele deverá se empenhar em busca de um processo de formação continuada. (BRASIL, 1998)
É importante que as salas de aula estejam preparadas para atender a demanda que a atual sociedade exige. Não adianta adquirir equipamentos de alta tecnologia se o espaço não for apropriado e se o professor não estiver preparado paraproporcionar aos alunos a mediação entre esse mundo informatizado. Segundo MARQUES (1999, p. 172) “Na sociedade da informação, as novas articulações (…) exigem (…) uma sala de aula constituída…”
A educação deve estar embasada na informação, no conhecimento e no aprendizado e a informática é mais uma ferramenta que favorece o caminho do saber, representando um importante papel no cenário da educação, porém, não deve ter uma finalidade em si mesma, e sim ser uma ferramenta auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. Cabe ressaltar que a informática propicia aos alunos conhecerem o mundo tecnólogico e avançado da sociedade em que se vive atualmente.
“…o caminho mais curto e eficaz para introduzir nossas escolas no mundo conectado passa pela curiosidade, pelo intercâmbio de ideias e pela cooperação mútua entre todos os agentes envolvidos no processo. FAGUNDES (2004:24)
A informática não pode ser vista apenas pelo lado da tecnologia, pois se a mesma não for trabalhada no conjunto, o objetivo maior que é a aquisição do aprendizado através da mediação homem X máquina deixará de ter sentido e não serão alcançados êxitos, conforme afirma GONÇALVES (1994):
a tecnologia é muito mais que apenas equipamentos, máquinas e computadores. A organização funciona a partir da operação de dois sistemas que dependem um do outro de maneira variada. (p. 672)
No mundo globalizado em que a escola está inserida, é de extrema importância que se tente substituir as ideias pedagógicas que não deram certo, ou seja, que se permita que as ideias tecnológicas façam parte do Projeto Político Pedagógico da escola. Segundo MELLO (2005:20) é importante que “…a tecnologia da informação possa contribuir para tornar reais utopias pedagógicas tão antigas.”
Conclui-se que os avanços tecnológicos têm contribuído de forma qualitativa para o aprendizado auxiliado pelo computador e ainda tem favorecido a preparação dos alunos para serem cidadãos do século XXI. De acordo com RIBEIRO (2004, p. 40) “O uso do computador desde a Educação Infantil aumenta o interesse pela leitura e a escrita e introduz as crianças no mundo da informática.” Porém, para que haja a preparação dos alunos para o futuro, faz-se necessário a priorização da formação dos professores para que saibam garantir a utilização adequada dos computadores.

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